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COMITÊ DO CANAL DO SERTÃO REALIZA AUDIÊNCIA PÚBLICA COM MAIS DE 200 LIDERANÇAS DOS SERTÕES CENTRAL, DO ARARIPE E DO SÃO FRANCISCO.
O Comitê de Luta em Defesa do Canal do Sertão, que tem como um dos coordenadores o ex-deputado estadual e pré-candidato a federal, Antonio Fernando, deu dois passos importantes por mais segurança hídrica para os Sertões Central, do Araripe e do São Francisco. A semana começou reunindo mais de 200 lideranças regionais numa audiência pública, em Petrolina, na luta pelo Canal. E na sexta-feira (26.06) o Comitê teve a confirmação de que o documento do encontro será encaminhado diretamente ao presidente Lula.
A confirmação veio por meio da senadora Teresa Leitão (PT) que, na condição de nova Líder do Governo no Senado, recebeu o documento e vai encaminhá-lo ao presidente da República. A senadora Teresa foi colega de Antonio Fernando na Assembleia Legislativa, e conhece o projeto do Canal do Sertão, defendido diversas vezes no Plenário da Alepe pelo ex-deputado e atual coordenador do Comitê.
Ao final da audiência pública, realizada no auditório da Codevasf, em Petrolina, foi aprovada a “Carta dos Sertões”, documento em apoio e defesa da obra do Canal do Sertão. O projeto, que prevê o abastecimento de água para consumo humano, pecuária e irrigação, é uma luta de mais de 30 anos de Antonio Fernando, e tem grande potencial econômico e social para o semiárido pernambucano.
O encontro também teve a participação da presidente da Comissão Especial em Defesa do Canal do Sertão, da Alepe, deputada Socorro Pimentel. A proposta é captar água do lago de Sobradinho, na Bahia, para abastecer 17 municípios – Casa Nova (BA) e Ouricuri, Araripina, Ipubi, Bodocó, Exu, Moreilândia, Granito, Cedro, Serrita, Parnamirim, Santa Cruz, Dormentes, Afrânio, Santa Filomena, Trindade e Petrolina, em Pernambuco.
O Canal do Sertão será a maior obra hídrica da história de Pernambuco. Com uma área de 33 mil Km2, o canal poderá beneficiar uma população superior a 800 mil habitantes, gerar cerca de 500 mil empregos diretos e indiretos, e garantir um faturamento total acima de R$ 15 bilhões por ano. Além de tudo isso, poderá viabilizar economicamente a Ferrovia Transnordestina, no trecho Salgueiro-Suape, que está interrompido pelo Tribunal de Contas União (TCU) por falta de viabilidade de cargas.

