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Bem Vindo! Hoje é Quinta-Feira, dia 23 de Abril de 2026

Quem com ferro fere, com ferro será ferido

Política

Quem com ferro fere, com ferro será ferido

Na política de Arcoverde, o caso de Claudelino mostra que memória curta é coisa que o povo não costuma ter.

O processo que pesava contra ele já era tratado como “matéria vencida”, esquecido nos bastidores da Câmara. Mas bastou o vereador assumir protagonismo na ofensiva contra Luciano Pacheco, após o rompimento deste com o grupo do prefeito, para que tudo voltasse à tona.

Como vice-presidente, Claudelino puxou a condução das sessões e se colocou como uma das vozes mais firmes no processo. O que não esperava era que, ao levantar o debate, reacenderia também o seu próprio passado.

E ao revisitar sua trajetória, a população encontrou um padrão: rompeu com Wellington Maciel, rompeu com Madalena Britto, mudou de lado ao se aproximar de Zeca, contrariou acordos na eleição da Câmara e também rompeu com aliados importantes como o empresário Michael Góes. Por fim, voltou-se contra o próprio Luciano — que, até então, havia deixado seu caso esfriar.

O resultado foi direto: a pressão política e midiática cresceu, e Claudelino acabou renunciando ao mandato.

Como escreveu Nicolau Maquiavel, em O Príncipe:
“Os homens devem ser acariciados ou eliminados, porque se vingam das pequenas ofensas, mas não podem fazê-lo das grandes.”

No fim, a política até tolera movimentos — mas não perdoa a falta de lado e de coerência. E a história de Claudelino reforça uma velha máxima que nunca sai de cena:

Quem com ferro fere, com ferro será ferido.

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