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Bem Vindo! Hoje é Terça-Feira, dia 18 de Agosto de 2026

O estelionato eleitoral de Raquel

Opinião,

O estelionato eleitoral de Raquel

Pernambuco precisa estar atento a uma estratégia política que parece cada vez mais evidente: tentar vender ao eleitor uma imagem que não corresponde às alianças e às posições políticas que sustentam determinado projeto de poder.

De um lado, Raquel Lyra aparece cercada por figuras que representam claramente o campo bolsonarista em Pernambuco: Anderson Ferreira, Clarissa Tércio, Gilson Machado, Pastor Eurico, Coronel Feitosa e Major Meira, entre outros. São lideranças que fizeram oposição frontal ao presidente Lula e representam um campo político que o eleitor pernambucano conhece muito bem.

Mas, diante da força política de Lula em Pernambuco, surge uma tentativa de construir uma ponte artificial com o presidente: usar a candidatura de Túlio Gadêlha ao Senado para produzir uma associação eleitoral com Lula e tentar suavizar, perante o eleitor, o verdadeiro campo político que hoje cerca Raquel Lyra.

Isso não é apenas uma contradição. É uma estratégia eleitoral.

O eleitor pernambucano não pode ser tratado como alguém que não enxerga as alianças, não acompanha a política e pode ser convencido por uma fotografia conveniente ou por uma narrativa construída às vésperas da eleição.

Não se pode estar de um lado no palanque e tentar parecer estar do outro lado na propaganda.

Se Raquel Lyra escolheu caminhar politicamente ao lado de lideranças bolsonaristas, deve assumir essa escolha com clareza. Se pretende se aproximar do campo político de Lula, também precisa explicar quando, por que e em que circunstâncias mudou de posição.

O que não pode é tentar ser bolsonarista para uma parte do eleitorado e lulista para outra, dependendo de quem está ouvindo.

Pernambuco merece coerência, transparência e verdade.

Por isso, mais do que uma disputa eleitoral, o que está em jogo é o direito do eleitor de saber quem está realmente de cada lado e quais interesses políticos estão por trás de cada aliança.

O eleitor pernambucano não pode ser enganado por uma embalagem eleitoral. Pernambuco conhece seus políticos, conhece suas alianças e saberá distinguir convicção de conveniência.

Porque eleição não pode ser um jogo de disfarces.

E quando a tentativa é vender ao eleitor uma realidade política diferente daquela que existe nos palanques, isso tem nome: estelionato eleitoral.

Paulo Farias
É advogado e Vereador do Cabo de Santo Agostinho pelo Solidariedade.

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