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Cantor e compositor Olegário Lucena realiza apresentações ao ar livre no Sertão de Pernambuco, com presença de Neguinho Arcoverde

Cultura

Cantor e compositor Olegário Lucena realiza apresentações ao ar livre no Sertão de Pernambuco, com presença de Neguinho Arcoverde

Neste mês de janeiro, artista pernambucano autoral se apresenta nas feiras públicas de São José do Egito e Arcoverde

O cantor, compositor e instrumentista pernambucano Olegário Lucena celebra a chegada do ano de 2026 já com atuações artístico-culturais, ao ar livre. Ele segue espalhando arte autoral nos espaços públicos, realizando apresentações nas feiras livres de municípios do interior de Pernambuco. Neste mês de janeiro, a partir da criação “O que é isso Mainha?”, o artista faz mais quatro intervenções musicais, dessa vez na Zona da Mata Norte e no Sertão do estado.

Conheça @olegario_lucena bit.ly/4979OCi

Na Mata Norte, se apresenta em Goiana, no dia 10/01 (sábado), no Complexo Comercial (bairro: Jardim Novo Mundo), e em Tracunhaém, no dia 11 (domingo), na feira livre. Os encontros começam às 9h, com a presença também do artista e musicista João Paulo Rosa, que é natural de Nazaré da Mata. Já no Sertão, também às 9h, chega a São José do Egito, no dia 17/01 (sábado), na feira livre, e a Arcoverde, no dia 18/01 (domingo), na Feira do São Cristóvão (Pátio Lídio Cordeiro) trazendo como convidado o artista e musicista Neguinho Arcoverde.

As apresentações têm o recurso da acessibilidade comunicacional de interpretação em Libras para a comunidade surda. “O que é isso Mainha?” é fruto do incentivo público, com o financiamento do edital Funcultura (Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco), por meio do Governo de Pernambuco, Fundarpe e Secretaria de Cultura (Secult-PE).

“Inspiradas em uma lembrança de infância na feira de Santa Cruz do Capibaribe (Agreste de Pernambuco), as intervenções musicais por espaços públicos valorizam a cultura popular e artistas de rua. A criação do nome ‘O que é isso Mainha?” veio de uma pergunta que fiz aos seis anos de idade à minha mãe, ao ver violeiros na feira livre. A ideia tem relação com o resgate da memória afetiva, unindo música, poesia e ancestralidade”, declara Olegário Lucena, cria de Santa Cruz do Capibaribe e natural de Taquaritinga do Norte (Agreste).

Vale destacar que, de maneira independente, Olegário Lucena toca nas ruas, feiras, praças e terminais há mais de dez anos, reunindo vivências em diversas localidades do interior do estado. Nos espaços públicos, compartilha sua carreira autoral solo.

“É necessário fortalecer a cultura local e apoiar artistas de rua, sobretudo do interior pernambucano. Essas apresentações artístico-culturais também são momentos musicais que proporcionam variações e performances ao vivo, ao mesmo tempo com identidade própria de cada artista, o que cria uma identificação e possibilidade de aproximação com o público que por lá caminha, ali na hora”, acrescenta.

A circulação pelas feiras públicas começou por municípios do Agreste ainda em outubro de 2025, estreando em Caruaru (04/10), com apresentação na Feira de Artesanato do Parque 18 de Maio (bairro: Petrópolis). As intervenções seguintes ocorreram em Santa Cruz do Capibaribe (5/10), na Central de Feiras e Mercados (Ceascc – bairro: São Cristóvão), e na Feira do Heliópolis, em Garanhuns (18/10), bairro Heliópolis. Na ocasião, Ana Paula Marinho, em Caruaru, Zeh Lucas, em Santa Cruz do Capibaribe, e Kleiton Robert, em Garanhuns, foram presenças especiais como artistas e musicistas da região contemplada.

“O que é isso Mainha” contribui para a divulgação da arte de rua, além de ser importante para ampliar o elenco de musicistas das feiras livres, revelando novas pessoas que tocam, cantam e performan para o cenário musical. Ainda por cima, estimula a juventude a entender e reconhecer que a música é uma profissão, logo esse incentivo é político, social e educativo.

“São paralelos, conexões e influências que destacam e fortalecem artistas de rua. E isso se multiplica por ser nas feiras livres, que é um espaço de encontro de pessoas de todas as raças e gêneros. A gente considera que é um portal de referência e de mostra artística, com acesso livre, de circulação social e de visibilidade. É uma afirmação da ideia do pertencimento local sobre os espaços públicos e a necessidade da sua valorização, do seu cuidado e da sua ocupação de território. Estamos valorizando e trazendo ritmos de base da cultura popular e ancestralidade em forma de música para a memória coletiva”, pontua.

Em cada macrorregião, uma produção local está à frente da articulação da pauta, incentivando assim profissionais do território, além de proporcionar um diálogo entre as pessoas envolvidas direta e indiretamente. A equipe técnica é composta por Osvaldo Batista (produção executiva); Paulo Lira (fotografia e audiovisual); Sérgio Almeida (designer); Daniel Lima (assessoria de imprensa); Manu Oliveira, Emerson Oliveira e Mecinho ( interpretação em Libras); Jussara Maria (auxiliar executiva); e pela Associação da Cultura Regional Nordestina (coordenação).

Produção audiovisual

Como registro da memória é previsto o lançamento do documentário “A Rua é um Palco”, com produção realizada durante os encontros nas cidades. A sua continuidade é um objetivo enquanto criação autoral, que consequentemente aquece as mídias digitais. Além disso, o audiovisual traz interpretação em Libras.

Confira as datas e os locais

10 de janeiro de 2026 (sábado): Goiana – Complexo Comercial

Participação: João Paulo Rosa

11/01 (domingo): Tracunhaém – Feira Livre

Participação: João Paulo Rosa

17/01 (sábado): São José do Egito – Feira Livre

Participação: Neguinho Arcoverde

18/01 (domingo): Arcoverde – Feira do São Cristóvão (Pátio Lídio Cordeiro)

Participação: Neguinho Arcoverde

Todas as apresentações começam às 9h

“O que é isso Mainha?” – ficha técnica

Criação e musicista: Olegário Lucena

Produção executiva: Osvaldo Batista

Coordenação: Associação da Cultura Regional Nordestina

Fotografia e audiovisual: Paulo Lira

Designer: Sergio Almeida

Assessoria de imprensa: Daniel Lima

Auxiliar executiva: Jussara Maria

Acessibilidade comunicacional (interpretação em Libras): Manu Oliveira, Emerson Oliveira e Mecinho

Artistas e musicistas (participação): Ana Paula Marinho (Caruaru), Zeh Lucas (Santa Cruz do Capibaribe), Kleiton Robert (Garanhuns), João Paulo Rosa (Goiana e Tracunhaém) e Neguinho Arcoverde (São José do Egito e Arcoverde)

Locais das apresentações: Parque 18 de Maio (Feira de Artesanato, em Caruaru), Central de Feiras e Mercados (Ceascc, em Santa Cruz do Capibaribe), Feira do Heliópolis (Garanhuns), Complexo Comercial (Goiana), Feira Livre de Tracunhaém, Feira Livre de São José do Egito e Feira do São Cristóvão (Pátio Lídio Cordeiro, em Arcoverde)

Incentivo público: financiamento do edital Funcultura (Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco), por meio do Governo de Pernambuco, Fundarpe e Secretaria de Cultura (Secult-PE).

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