Política
Episódio com teor de gordofobia marca sessão na Câmara de Arcoverde
A sessão ordinária realizada ontem na Câmara de Vereadores de Arcoverde foi marcada por forte tensão e tumulto, envolvendo apoiadores da base governista e pessoas favoráveis ao vereador Luciano Pacheco, em meio às discussões sobre uma possível cassação de mandato do presidente da Casa.
Durante o uso da tribuna pelo vereador João Taxista, uma mensagem de voz, reproduzida por meio de um celular conectado ao sistema de som, ecoou nos alto-falantes do plenário. Na gravação, foi possível ouvir claramente a frase: “Luciano Pacheco é gordo e tem que ser cassado”, sendo repetida uma segunda vez, o que gerou indignação e levou esta reportagem a classificar o episódio como de teor gordofóbico.
De acordo com informações preliminares, a mensagem teria partido de participantes que acompanhavam a sessão de forma remota, por meio da plataforma online da Câmara. Sabe-se que os vereadores João Marcos e Rodrigo Roa estavam conectados nesse formato, mas ainda não há confirmação sobre qual deles teria sido o responsável pela fala.
Embora o termo “gordofobia” não seja tipificado de forma específica na legislação brasileira, a Constituição Federal garante que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, e o Código Penal, em seu artigo 140, prevê o crime de injúria para casos de ofensa à dignidade ou ao decoro. A reportagem aguarda o posicionamento oficial dos vereadores citados e da Câmara Municipal de Arcoverde.


