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Bem Vindo! Hoje é Quinta-Feira, dia 05 de Março de 2026

Denúncia aponta queima irregular de resíduos urbanos às margens da BR-424 em Arcoverde

Meio Ambiente

Denúncia aponta queima irregular de resíduos urbanos às margens da BR-424 em Arcoverde

Uma denúncia ambiental protocolada junto ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) chama atenção para a destinação irregular e a queima recorrente de resíduos sólidos urbanos em um terreno localizado às margens da rodovia BR-424, no município de Arcoverde, no Sertão do Estado.

De acordo com o registro, o local situa-se nas coordenadas geográficas 8°26’23.6″S e 37°03’28.4″W, em frente à HDS – fábrica de sacolas plásticas, e aparenta estar sendo utilizado para fins de aterro e nivelamento de terreno, possivelmente relacionado a um futuro loteamento.

Segundo a denúncia, resíduos urbanos vêm sendo depositados de forma reiterada no imóvel, sem que haja informação sobre licenciamento ambiental ou autorização dos órgãos competentes. A situação se agrava pelo fato de que, durante o período noturno, os materiais inflamáveis depositados no local estariam sendo incendiados a céu aberto.

A queima dos resíduos tem provocado grande emissão de fumaça e fuligem, que, impulsionadas pela direção dos ventos, alcançam diversas ruas do bairro Boa Esperança, gerando incômodo à população local.

Entre as vias mencionadas como mais afetadas estão as ruas Agamenon I, II e III, a Rua Barão do Rio Branco e outras áreas adjacentes do bairro. Moradores relatam prejuízos à qualidade do ar, especialmente durante a noite, período em que os incêndios ocorreriam com maior frequência.

A prática descrita contraria as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que proíbe a disposição inadequada e a queima de resíduos a céu aberto, além de representar risco potencial à saúde pública e ao meio ambiente urbano.

O material que fundamenta a denúncia — incluindo fotografias e vídeos que registram tanto a deposição dos resíduos quanto os focos de incêndio — foi anexado ao procedimento e encontra-se armazenado em ambiente digital para análise das autoridades competentes.

A manifestação foi registrada no sistema de ouvidoria do Ministério Público no dia 23 de janeiro de 2026 e deverá ser analisada pela Promotoria de Justiça com atribuição na tutela do meio ambiente da Comarca de Arcoverde, que poderá instaurar procedimento para apuração dos fatos, realização de vistorias técnicas e eventual responsabilização dos envolvidos.

Até o momento, não há informação oficial sobre medidas adotadas ou identificação dos responsáveis pela área.

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